Relaxamento no fim de semana pode aumentar os riscos de contágio da Covid-19

Bastou chegar o fim de semana para que muitos mineiros mais uma vez ignorassem a recomendação de isolamento social e saíssem às praças e ruas da cidade para passear ou praticar atividade física. A atitude, no entanto, é avaliada por médicos como arriscada, uma vez que o país se encontra em período de franca expansão do número de casos de contaminados pelo novo coronavírus.
O isolamento não deve ser feito apenas durante a semana, reforça o médico cardiologista, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diogo Umann. "É muito importante que as pessoas entendam que o isolamento horizontal, da maneira que está sendo realizada no Brasil, está tendo um papel importantíssimo no contágio da doença. As pessoas têm que entender que não é só de segunda a sexta. No fim de semana também é muito importante que elas mantenham-se em isolamento e evitem aglutinações, pois já é comprovado que o grau de contágio deste vírus é altíssimo", diz.
Segundo o médico, o isolamento social feito até agora desacelerou a curva de casos e, se não estivesse sendo feito, provavelmente teríamos muito mais contaminados. Ele reconhece que sair um pouco de casa pode ser importante para a saúde mental das pessoas, mas pondera em relação aos riscos e explica em quais casos e de que forma pode ser feito. "É claro que aproveitar o domingo de sol nas ruas é importante nesse sentido (manter a saúde mental), porém aglutinações devem ser evitadas”.
Conforme Castro Neto, até o dia 13 de abril, os governos municipais e estaduais ainda estarão avaliando a dinâmica da epidemia e decidindo sobre a necessidade, ou não, de se prolongar esse isolamento.

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